terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Dicionário Corporativo - Você sabe o que significa?

- Para você que fazendo uma Graduação, Pós-Graduação ou trabalhando, com certeza já ouviu alguém falar um ou mais tipo de jargão corporativo, que nem sempre você sabe o que significa. Aqui, o significado de algumas palavras que são usadas freqüentemente nas empresas:

Benchmark = Parâmetros de excelência, exemplos de coisas boas.
Board = Conselho diretor.
Bônus = Premiação em dinheiro concedida aos funcionários.
Brainstorm = "tempestade cerebral". Uma reunião para trocar idéias.
Branding = É a construção da marca de uma empresa, produto ou pessoa.
Absenteísmo = Falta constante ao trabalho, ausência devido a problemas de saúde.
Approach = Abordagem.
Avaliação 180 graus = É um modelo intermediário ao 360 graus. Com ele, não há avaliação dos subordinados, mas apenas dos pares, clientes e chefe.
Avaliação 360 graus = Sistema usado para medir o desempenho, em que o funcionário não é submetido somente à avaliação do chefe imediato, mas à dos colegas de trabalho, subordinados e até de clientes da empresa.
B2B = "business to business". É o comércio eletrônico entre empresas.
B2C = "Business to customer". A empresa que vende diretamente para o consumidor.
Break even point = Ponto de quilíbrio entre custos e receitas de um negócio. Breakthrough = Trata-se de um avanço em determinada área.
Briefing = Todas as informações necessárias para realização de uma determinada ação.
Broad band = Banda larga.
Budget = Orçamento.
Business Plan = Plano de negócios.
Business Unit = Unidade de Negócios.
BUMO = "Brand Used Most Often". Marca ou Produto mais utilizado, ou mais frequente.
Buying in = Compra de um negócio.
C2C = "Customer to customer" - venda de cliente para cliente.
Cash = Dinheiro vivo.
CEO = "chief executive officer". É o cargo mais alto da empresa.
CFO = "chief financial officer". Nome mais sofisticado para diretor de finanças.
Chairman = Presidente do conselho que dirige a empresa.
CHRO = "chief human resources officer". Diretor de recursos humanos.
CIO = "chief information officer". Responsável pelo planejamento e estratégia por trás da tecnologia.
CKO = "chief knowledge officer". Gestor do capital intelectual da companhia.
Clima organizacional = É o ambiente interno de uma empresa. Para avaliá-lo são considerados, entre vários itens, a liderança na companhia, a motivação para o trabalho, as possibilidades de crescimento profissional.
CLO = "chief learning officer". Responsável por administrar o capital intelectual.
CMM = "Capacity maturity model". Recurso para desenvolvimento de software.
CMO = "chief marketing officer". A função é um pouco mais complexa que a diretoria de marketing.
Coaching = Sessões de aconselhamento feitas por um consultor de carreira que acompanha e se envolve no desenvolvimento contínuo do profissional.
Commodity = Produto primário com grande participação no comércio internacional.
Compliance = Agir de acordo com uma regra, um pedido ou um comando.
Consumer relationship Management = Gerenciamento das relações com o cliente.
Consumer understanding = Conhecimento profundo a respeito dos clientes.
COO = "chief operating officer". Executivo chefe de operações.
Core business = Negócio principal da empresa.
Corporate purpose = Objetivo da empresa.
Counseling = Aconselhamento de carreira. É uma espécie de terapia profissional.
Country-manager = Diretor-geral para o país.
CRO = "chief risk officer". Responsável por gerenciar o risco nas operações financeiras e analisar as estratégias do negócio.
CSO = "chief security officer". Responsável por identificar fontes internas e externas de recursos para desenvolver projetos de tecnologia.
CTO = "chief technology officer". Geralmente comanda a infra-estrutura da área de tecnologia.
Data-base marketing = Marketing baseado em banco de dados de nomes e pessoas.
Deadline = Data limite. Data, dia ou hora, em que alguma coisa precisa ser terminada.
Downsizing = Redução no número de funcionários da empresa.
Dumping = Prática comercial, desleal, visando unicamente prejudicar ou eliminar a concorrência local.
EBITDA = "Earnings before interest, taxes, depreciation and amortization". Ganhos antes dos pagamentos de juros, impostos, depreciação e amortização.
Educação continuada = Cursos de aperfeiçoamento.
E-learning = Ensino ou formação realizada através da Internet.
Empowerment = Subordinados tem um pouco mais de responsabilidade dentro da CIA.
Endomarketing = Diretamente ligado à de comunicação interna, alia técnicas de marketing a conceitos de recursos humanos.
Entrepreneur = Empresário.
Expertise = Conhecimento técnico.
ERPs = Sistemas de gestão empresariais.
Factoring = Empresas que consiste em comprar cheques pré-datados de lojistas cobrando comissão.
Feedback = Caráter de avaliação, sobre os acertos ou erros.
Fine tuning = Sintonia fina, calibragem.
Follow-up = Revisão das tarefas que foram geradas após uma reunião ou auditoria, quando os prazos para realização se esgotaram.
Forecast = Previsão.
Full time = Tempo integral.
FYI = "For your information". Para sua ciência.
Gap = Intervalo.
Hands-on = Com participação ativa.
Headcount = Número de pessoas que trabalham em determinada equipe ou empresa.
Headhunter = Caça-talentos do mundo corporativo.
In-loco = No lugar em que determinada coisa acontece.
Inclusão digital = Ter acesso a novas tecnologias, entre elas a internet.
Inclusão social = Trazer para a sociedade pessoas excluídas e que estavam privadas de seus direitos.
Income = Renda.
Income Tax = Imposto de renda.
Insight = Percepção, estalo. Momento em que novas idéias surgem.
Intranet = Rede de comunicação interna, exclusiva das empresas.
Intrapreneur = Empreendedor interno, pessoa que dirige uma unidade do negócio como se ela fosse uma empresa independente.
Job rotation = Rodízio de funções promovido pela empresa.
Join Venture = Associação de empresas para explorar determinado negócio.
Kick-off = Dar o primeiro passo, começar.
Know-how = Conhecimento.
L.L.M = "Master of Laws". Mestrado em direito.
Market share = Fatia de mercado.
Markup = É um sobre-preço que se acrescentado ao preço final do produto.
MBA in company = MBA oferecido pela empresa dentro de seu próprio espaço físico.
MBA = Sigla em inglês para Master in Business Administration.
Mentoring = Profissional com mais experiência e habilidade, que acompanha e passa para o mais novo as suas idéias sobre o trabalho e a carreira.
Merchandising = Prática de marketing na qual a marca ou a imagem de um produto ou serviço é utilizada para vender outro.
Meritocracia = Sistema de recompensa ou promoção fundamentado no mérito pessoal.
Nepotismo = Favorecimento de parentes próximos.
Networking = Construir uma boa rede de relacionamentos em sua área de atuação.
Newsletter = Boletim de notícias.
Outplacement = Serviço oferecido e pago pela empresa, na saída do funcionário.
Outsourcing = Terceirização.
Overhead = Despesas operacionais.
Paradigma = Um exemplo que serve como modelo; padrão.
Performance = Palavra inglesa que significa atuação e desempenho.
Player = Empresa que está desempenhando algum papel em algum mercado ou negociação.
Presenteísmo = Não falta ao trabalho, mas ao final de todos os dias sofre com dores de cabeça, cansaço, dores nas costas, irritação, sinusite e alergias - com isso, a produtividade e a motivação é que deixam de aparecer.
Pro forma = Apenas por formalidade.
PSC = Para sua ciência.
Reengenharia = Mudança nos processo internos de uma empresa.
Resiliência = Capacidade de se adaptar à má sorte ou às mudanças.
Responsabilidade social = Consciência e atuação das empresas como agentes sociais no desenvolvimento do ser humano e da comunidade à qual está inserido.
RH = "Recursos Humanos". Responsável pelas contratações, treinamentos, remuneração, encaminhamento de carreira e conflitos na empresa, entre outros.
ROI = "Return of Investiment". Tempo necessário para o retorno do investimento.
Sales manager = Gerente de vendas.
Share = Fatia ou porcentagem do mercado de um determinado produto ou negócio.
Sinergia = Ação positiva e simultânea de um grupo de pessoas na realização de uma atividade.
Skill = Habilidade.
Spread = Taxa de risco.
Stakeholders = Grupos ligado a empresa. Como: acionistas, governo, clientes, funcionários, fornecedores e a sociedade.
Start up = Início da operação.
Stand-by = No aguardo, em modo de espera.
Status-quo = Situação atual do ambiente interno da empresa, principalmente no que diz respeito aos processos internos.
Supply chain management = Gerenciamento de cadeia de abastecimento(estoque).
Target = Alvo.
TI = "Tecnologia da Informação".
Top of Mind = Refere-se a marca ou produto mais lembrado espontaneamente.
Toró de palpites = Tradução brasileira do termo inglês "brainstorm".
Trend = Tendência.
Turnover = Rotatividade de funcionários dentro de uma empresa.
Workaholic = Pessoa viciada em trabalho.
Workshop = Treinamento em grupo de acordo com a técnica dominada pelo instrutor, que visa ao aprendizado de novas práticas para o trabalho.


domingo, 14 de fevereiro de 2010

Gafes corporativas

Sob as lâmpadas fluorescentes nas empresas, alguns vícios continuam iguais, ano após ano. E, depois de dez horas diárias durante cinco dias da semana, eles incomodam bastante quem tem de conviver com eles. Fizemos uma listinha para ajudá-lo a lidar com cacoetes comuns nos escritórios:


PAPO DE VESTIÁRIO

Banheiro ou chuveiro da academia da firma não são os melhores lugares para abordar o chefe para falar de trabalho. Mas aparentemente algumas pessoas, digamos 40% da população corporativa, não se deram conta disso. Essa parcela continua chamando o chefe para contar que já mandou um e-mail para o cliente, mesmo que ele esteja no privativo. Ou vai conversando sobre aquela reunião enquanto toma banho na academia.
COMO LIDAR
Se acontecer de alguém chamá-lo para um papo no meio da escovação de dentes pós-almoço, não pense duas vezes antes de dizer, gentilmente, que prefere conversar dentro de dez minutos, em sua mesa, com mais privacidade e conforto. E com um hálito mais agradável, certamente.


ADEUS, LANCHINHO

Você esqueceu seu pacote de biscoitos em cima da mesa e, no dia seguinte, não restava mais nada? Ou abriram sua gaveta ao cair da noite e devoraram seus bombons sem dó? Quando a fome aperta no escritório, é comum colegas comerem o lanchinho alheio. Principalmente quando o expediente vai até mais tarde.
COMO LIDAR
Ao notar o sumiço, o melhor é mandar uma indireta. "Fale assim: ‘Estou com fome e meu pacote de biscoitos sumiu. Quem vai me dar outro?’", brinca a consultora de etiqueta corporativa Renata Mello. “É melhor generalizar e fazer uma brincadeirinha com todos do que buscar claramente os acusados, o que seria muito constrangedor.” Se não der certo, comece a levar maçãs ou balas de gengibre.


E-MAIL AO LÉU

Uma das principais maldades corporativas é fazer um e-mail apontando um erro do seu colega com cópia para o chefe dele. Ou para o chefe comum. Você já fez isso? Ok, já foi. Reconheça o erro e ajoelhe no milho, mas não repita.
COMO LIDAR
Quem não está contente com as atitudes dos colegas deve ter uma conversa em particular, direta e gentil. Se você foi a vítima, faça o mesmo e explique que você poderia ter resolvido a situação.


VICIADOS EM REUNIÕES

Ficou tão banal fazer reuniões que já é normal as pessoas aceitarem os convites online sem pestanejar. E é mais comum ainda que o seu chefe se lembre, de última hora, que não poderá ir e mande você no lugar dele, mesmo que você não tenha nenhuma noção do assunto ou do que vai dizer.
COMO LIDAR
Informe-se sobre a pauta e veja se realmente faz sentido participar, já que muita gente convida uma lista imensa sem saber que contribuição dará. Se for o caso, argumente com quem o chamou. Se houve reincidência, converse e sugira melhor aproveitamento do tempo. Estima-se que as empresas desperdicem 500 reais por ano, a cada 100 funcionários, com reuniões improdutivas. Se nada der jeito, sempre tem o batalha naval.


AH!, OS ESPAÇOSOS

Tem gente que vai deixando suas coisas espalhadas por onde passa e, quando você vê, tem uma cesta de Natal largada no corredor — em plena Páscoa! E há quem se apodere do armário coletivo para colocar tudo o que é seu, sem o mínimo espírito de coletividade.
COMO LIDAR
Nesse caso, converse com a equipe, de uma maneira geral, para combinar uma forma de dividir o armário de um jeito racional, para que todos tenham seu espaço. Ou proponha um mutirão de limpeza. Quanto aos objetos largados pelos corredores, explique que aquilo pode atrapalhar a imagem de quem o fez, pois “dá a impressão” que essa pessoa não respeita o espaço dos colegas. Sem citar a possibilidade de causar um acidente, caso alguém tropece e caia.


INSÔNIA PRODUTIVA

Sabe aqueles chefes ou colegas que sofrem de insônia e aproveitam a noite para mandar e-mails? “Essa atitude mostra que a pessoa quer se exibir como bom profissional, pois trabalha até tarde, e que é um workaholic convicto. Nenhum dos dois é bem-visto nas empresas modernas”, diz a consultora de etiqueta Renata Mello.
COMO LIDAR
Se você cumpriu suas tarefas, não há motivo para se sentir mal se o colega trabalhou até de madrugada, e você não. Responda o que for necessário, normalmente, e pergunte se pode ajudá-lo a resolver algum problema que se estendeu até tarde, se for o caso.


BRONCA EM PÚBLICO

Criticar duramente ou dar um pito em alguém na frente de todo mundo é coisa do tempo da máquina de escrever. Já saiu de moda faz muitos anos, mas tem gente que insiste em ser démodé. Falha grave.
COMO LIDAR
Espere o autor da bronca se acalmar e chame-o de lado para dizer que não gostou do ocorrido, que se sentiu ofendido e que ficaria muito feliz se isso nunca mais se repetisse.


Fonte: Você S/A

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Revelados os empregos do futuro

Já pensou em trabalhar como organizador de clutter virtual, narrowcaster ou policial de alterações climáticas?

Pois de acordo com uma pesquisa encomendada pelo governo inglês, essas são algumas das profissões do futuro. A Future of Jobs to Come ouviu 486 especialistas de 58 países em seis continentes para elaborar uma lista de 20 carreiras em alta nas próximas duas décadas.O foco eram as mudanças em tecnologia e ciências, e quais empregos esses avanços poderiam gerar.


Antes a lista, no entanto, foi necessário entender qual a realidade do mercado de trabalho em 20 anos.


O mundo em 2030


Os especialistas prevêem que as fontes de energia alternativas, não nucleares, sejam comuns em veículos, casas e escritórios, suprindo de 20% a 40% da demanda nos países desenvolvidos. O consumo de comida e energia deve aumentar 50% se comparado a 2009, e o de água 30%. Novidades em tecnologia espacial diminuirão o tempo das viagens e os avanços em tecnologias experimentais levarão a um maior uso do mundo virtual, como hologramas, projeções 3D, televisão 3D e realidade virtual.


Para cada uma dessas áreas há uma gama de oportunidades. As profissões deverão atendem às necessidades de uma população em envelhecimento, com grande demanda pro alimentos e cuidados com a saúde, sem deixar de lado o meio ambiente. Os cargos listados são uma especulação, é claro – e misturam a realidade com uma boa dose de imaginação - mas ajudariam a viver em um mundo cibernético, seja fornecendo proteção legal ou até aconselhamento para a criação de perfis virtuais.


Os novos empregos que surgirão entre 2010 e 2030


1. Fabricantes de partes do corpo: avanços na ciência tornarão possível a fabricação de partes do corpo avulsas, abrindo campo para fabricação, comércio e reparo dessas partes.


2. Nano-médicos: há um grande potencial para desenvolvimento de aparelhos em nanoescala aplicados em novos procedimentos, que podem transformar os cuidados pessoais. Uma nova nanomedicina será necessária para administrar esses tratamentos.


3. Fazendeiro de seres geneticamente modificados: alguém precisará se especializar nos cuidados de plantas e animais geneticamente modificados.


4. Consultor/gestor do bem estar na velhice: especialistas irão reunir conhecimentos de diversas áreas (farmacêutica, medicina, próteses, psiquiatria entre outros) para ajudar a tratar e cuidar das necessidades da velhice.


5. Cirurgião do aumento de memória: novas tecnologias permitirão a médicos adicionar uma capacidade extra de memória no cérebro.


6. Cientistas para criar uma nova ética: avanços em áreas como clonagem exigem uma nova ética que ajude a sociedade a tomar decisões conscientes. As perguntas não serão mais “podemos fazer isso?” mas sim “devemos?”.


7.Pilotos espaciais, guias de turismo e arquitetos: com o turismo espacial, pilotos,guias e designers serão necessários para construir as moradias no espaço e em outros planetas.


8. Fazendeiros verticais: cidades terão agricultura vertical, regadas hidroponicamente, e exigirão pessoas com habilidades cientificas, de engenharia e comércio.


9. Especialista em reversão das mudanças climáticas: uma nova classe de engenheiros cientistas ajudaria a reduzir ou reverter os efeitos das mudanças climáticas em locais específicos.


10.Reforço de quarentena: Equipes preparadas para conter epidemias. Enfermeiras, para tratar dos enfermos, e seguranças, para impedir a evasão de divisas, são alguns dos cargos necessários.


11. Polícia de alterações climáticas: semear nuvens para gerar chuva já é algo que acontece no mundo. Com o avanço dessas e de outras tecnologias, alguém terá que controlar e monitorar quem pode, e como pode, realizar esse tipo de intervenção na atmosfera.


12. Advogado virtual: cada vez mais detalhes da nossa vida vão para a rede, e especialistas são necessários para resolver disputas legais envolvendo a internet.


13. Controlador de avatar e professor virtual: entre os diversos usos futuros para um avatar (daí a necessidade de se contratar controladores), eles poderiam ser usados para auxiliar ou substituir professor em salas de aula. Assim, alguém que more nos Estados Unidos pode lecionar no Brasil: basta se conectar ao se avatar.


14. Desenvolvedor de veículos alternativos: voadores, nadadores, com materiais e combustíveis diferentes... Alguém precisará pensar nos carros do futuro.


15. Narrowcasters – um trocadilho com “broadcast”. Conforme a mídia se torna mais e mais personalizada, especialistas terão que trabalhar com conteúdo sob medida para indivíduos.


16. Controlador de dados deletados: especialistas encontrarão uma maneira segura de descartar dados sem que estes sejam rastreados.


17. Organizador de clutter virtual: profissional que ajuda a organizar nossas vidas eletrônicas, como e-mail, armazenamento, IDs e aplicativos.


18. Controladores de bolsa virtual/ pregão virtual: assim como aconteceu com os bancos, as transações das bolsas serão cada vez mais virtuais.


19. Assistente social de networking: ajuda aqueles traumatizados ou marginalizados pelo networking.


20. Personal brander: ajudam pessoas comuns uma se tornarem uma “marca” pessoal usando, por exemplo, mídias sócias. Que personalidade você projeta via Twitter, blog, etc? Os valores que passa são consistentes com suas metas?



Fonte: Info Online por Paula Rothman

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Quanto custa a felicidade ?


Arnaldo é um executivo bem-sucedido. Conquistou o que a maioria das pessoas quer na vida: dinheiro, sucesso, conforto material. Mas ele continua levando uma rotina estressante, que começa cedinho e se estende até altas horas da noite. Nos finais de semana, o celular não pára de tocar. Ele quase nunca tira férias. Não tem tempo para a família e sequer sabe o nome da escola do filho. Vive para a empresa e para ganhar dinheiro - mesmo que não precise mais, pois o que acumulou já é suficiente para criar seu filho tranqüilamente. De vez em quando, ele pensa em largar tudo e morar numa aldeia à beira-mar. Acha que seria muito mais feliz. Mas não tem coragem. A advogada Marta adora fazer compras. Seu programa predileto é passear no shopping admirando a vitrine das lojas. Sapatos? Ela tem mais de 20 pares. Casacos? Uns 15. A casa está cheia dos bibelôs que ela compra nesses passeios. Falta mesinha de canto para tantos enfeites. Seu afã consumista é ainda mais forte depois de uma briga com o marido ou da perda de uma causa na Justiça. Nesses dias, para se sentir melhor, ela compra tudo o que lhe agrada. Os presentes lhe dão uma sensação de alívio, de bem-estar. No momento em que está nas compras, ela se sente melhor e consegue vencer a depressão.

Arnaldo e Marta não têm lá uma relação muito saudável com dinheiro. Mas, quem é que tem? Quem sabe lidar com tranqüilidade com ele, sem se deixar levar por emoções? Pouca gente. Segundo estudiosos que adoram colocar as coisas em porcentagens, só uma em cada cinco pessoas sabe lidar bem com a bufunfa. Essa confusão acontece, dizem eles, porque nossa relação com a grana está calcada numa série de crenças, muitas delas equivocadas. Para alguns, só o dinheiro traz felicidade. Para outros, ele é uma coisa suja, indigna. Outros acham que quem gosta de dinheiro é ganancioso e interesseiro, ao passo que os puros de coração não estão nem aí para ele.

Mas culpar o dinheiro pelos dramas da sociedade seria como culpar os carros pelos acidentes de trânsito ou responsabilizar a cerveja pelo alcoolismo. Sozinhos, uma nota de cem dólares, um carrão esportivo ou uma garrafa de cerveja não fazem nada, nem bem nem mal. "O dinheiro em si é neutro. Ele pode trazer coisas boas, como a possibilidade de escolha, de liberdade e de independência, mas também gerar coisas ruins, como ganância, aprisionamento e destruição", diz a psicoterapeuta Denise Impastari, autora de O Julgamento do Dinheiro. "Tudo vai depender da forma como lidamos com ele", diz Denise. A forma como nos relacionamos com o dinheiro diz muito sobre nós mesmos.

Para o filósofo americano Jacob Needleman, professor da Universi-dade Estadual de San Francisco, na Califórnia, alguém só se conhece quando compreende o papel que o dinheiro tem na sua vida. Para ajudar nessa tarefa, alguns estudiosos criaram perfis baseados em estilos de se lidar com o dinheiro. Para a socióloga Glória Maria Garcia Pereira, autora de A Energia do Dinheiro, existem sete perfis principais, criados inconscientemente durante a nossa primeira infância (leia quadro na página 27). Entre esses grupos, destacam-se os equilibrados, que lidam bem com a grana. Para essas pessoas, o carro é um meio de transporte - que, sim, pode ser confortável, grande e seguro - , mas não é um símbolo de status. Mesmo com uma conta recheada, o equilibrado não usa sua riqueza para obter vantagens pessoais ou para se impor diante dos outros. O dinheiro não é uma fonte de poder. Ele pode ser usado para ajudar os outros, para fazer o bem à humanidade.

Mas os equilibrados são minoria. Segundo Glória, não ultrapassam 20% da população. O resto de nós perdeu de vista o significado original do dinheiro: um pedaço de papel ou metal, criado no século 7 a.C. pelos gregos para facilitar as trocas de bens entre as pessoas. É verdade que o mundo mudou muito desde então, não dá nem para comparar. E acabou que, hoje, passamos a enxergar no dinheiro coisas que não cabem estampadas nem em uma nota de cem dólares.

Auto-estima

"Dinheiro é uma droga. Ele pode nos dar a sensação de que somos melhores e mais importantes do que realmente somos", diz Needleman, autor do best seller O Dinheiro e o Significado da Vida. Isso acontece porque entregamos ao dinheiro uma parte de nossa auto-estima. Com as coisas que podemos comprar com ele - o carrão, a roupa da moda, o último modelo de celular - nós nos sentimos melhores, mais ajustados socialmente e aceitos por nossos pares. Quem nunca viveu a situação de se sentir pior por comparecer a uma festa com uma roupa inapropriada, por exemplo? Ou teve vergonha do Fusquinha 74 quando todos os amigos tinham carros do ano? É como se fôssemos piores por não podermos ostentar o que os outros têm. E, pelo contrário, quando temos dinheiro e podemos comprar tudo o que queremos, nós nos sentimos mais poderosos, mais fortes.
A riqueza virou uma medida do que somos. Já não somos mais avaliados por nossa sabedoria, nossa habilidade em criar bem os filhos ou pela capacidade de fazer o bem à humanidade. E isso importa tanto quanto o conforto que o dinheiro compra.

Segurança

Muita gente poupa compulsivamente, achando que sua segurança depende do número de dígitos da conta bancária. Até certo ponto, essa preocupação é natural. Afinal, temos os filhos para criar, a velhice por atravessar e as emergências para enfrentar. Mas pouca gente faz as contas para ter uma idéia de quanto vai precisar para isso tudo, e vai guardando, guardando, desesperadamente. "Algumas pessoas acumulam muito mais dinheiro do que seriam capazes de gastar numa encarnação inteira. Isso não faz sentido", afirma o mestre espiritual Sri Prem Baba, líder da irmandade Ordem da Luz, de São Paulo.
Essa busca frenética por segurança, no fundo, esconde uma tremenda falta de autoconfiança. A coisa é simples: se temos confiança em nós mesmos, se acreditamos que somos capazes de desempenhar bem uma função qualquer que nos garanta o sustento pelo resto de nossas vidas, não precisamos ficar poupando alucinadamente. E, assim, no lugar de buscar segurança no dinheiro guardado no banco, nossa segurança vem de nós mesmos.

Identidade

Antes de o mundo se tornar tão individualista, as pessoas se reconheciam pelo que eram, pelo que faziam ou sabiam. Mas, hoje, cada vez mais somos identificados pelo que temos. Assim, um empresário que se preze precisa ter um carro importado na garagem, andar com seguranças, ter uma casa no campo e outra na serra, viajar pelo menos uma vez por ano para a Europa e fazer festas inesquecíveis nas datas especiais.
Essas coisas constroem sua identidade de homem-rico-bem-sucedido. E, no final, boa parte de sua vida acaba sendo gasta na manutenção da aura de sucesso. Estranho.

Isso é tão importante que, segundo pesquisas em casas lotéricas, a maioria dos apostadores não almeja o prêmio máximo. Eles sonham em ganhar uma quantia suficiente para pagar dívidas e dar liberdade de escolha em relação ao trabalho. "Eles temem que o dinheiro mine sua identidade. Afinal, identidade é um conceito estabelecido a partir do lugar social das pessoas, por seus objetivos e lutas, e uma grande soma de dinheiro pode destruir tudo isso", diz o sociólogo escocês Nigel Dodd, da Universidade de Glasgow, autor de

A Sociologia do Dinheiro.

O administrador de empresa Luiz Roberto Aguiar, de São Paulo, percebeu a arapuca em que estava se me- tendo e tomou uma decisão radical: vender sua Mitsubishi Pajero depois de colocar no papel o quanto gastava por ano com o carrão. "Vi que se andasse de táxi para todo canto ainda gastaria bem menos", diz ele. Para muita gente, que relaciona o carro a um símbolo de status, não seria nada simples tomar uma decisão como essa.

Aceitação

Para muitos, o dinheiro também é o caminho mais fácil para obter a aceitação de seus pares. Somente com o dinheiro, imagina-se, é possível conquistar afeto e ser admirado. A origem dessa confusão começa na infância, quando os pais substituem amor pelos presentes. A criança fixa a idéia de que afeto e dinheiro são a mesma coisa. E a sociedade de consumo reforça essa tese. Os comerciais correlacionam o poder financeiro à realização afetiva: é o celular que só garotas magrinhas (continua na pág. 29) usam, o desodorante que garante sexo animal e até a margarina que vem com uma família perfeita junto. Isso leva muita gente a acreditar que para ser aceita - e amada - precisa da roupa, do carro e do perfume certos. A gente nem percebe, mas, a não ser pelos pais, "esses caretas que não entendem nada", não há mais ninguém mostrando às crianças as coisas valiosas que não aparecem nas propagandas, simplesmente porque nenhuma empresa pode embalar e vender. Coisas como espontaneidade, nobreza de atitude, valores, amizade. Coisas que não custam nada, mas valem muito.

Dinheiro traz felicidade?

Parece piada, mas muitos economistas já se debruçaram sobre essa pergunta. E recentemente algumas pesquisas trouxeram respostas interessantes. O consenso entre os economistas até agora é de que, sim, o dinheiro traz felicidade. Os ricos, aparente- mente, são mais felizes que os mais pobres, mas... existem vários "mas", descobriram os economistas Richard Easterlin, da Universidade de Sou- thern California, nos Estados Unidos, e Andrew Oswald, da Universidade de Warwick, Inglaterra, que pesquisam o assunto separadamente.
Em primeiro lugar, essa relação tem limite. Depois de um nível básico em que as necessidades e alguns luxos estão atendidos, mais dinheiro não traz felicidade extra. "Uma vez que você já tenha dinheiro suficiente para assegurar seu bem-estar, qualquer centavo extra não traz uma gota a mais de felicidade, a não ser que ele seja usado para a satisfação dos outros", diz a psicóloga Denise Ramos, da Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP). Além disso, o efeito de um aumento de renda ou do ganho de uma bolada tem duração limitada. "Paira sobre a humanidade a maldição de nunca estar satisfeita com aquilo que tem", diz Oswald.

Então, de onde vem a felicidade? Há alguns anos, junto com o professor David Blanchflower, Oswald calculou quanto valem, em dólares, algumas conquistas corriqueiras da vida, com base em milhares de entrevistas feitas na Inglaterra. Os números, evidentemente, foram estimados para um país rico, e devem ser vistos como são: tentativas de mensurar o imensurável, comparações matemáticas. Mas, se a moeda corrente é a principal medida do valor das pessoas hoje em dia, é bom você saber valorar algumas conquistas que a gente não leva em conta, quando faz as contas. Por exemplo, segundo os dois economistas, a felicidade de estar casado equivale a um aumento de 24 mil reais na renda mensal. Por outro lado, uma viuvez representa uma perda de 50 mil reais no salário."A importância dos relacionamentos para o bem-estar aparece com destaque nos levantamentos", afirma Oswald. No final, dos números brotou algo tão óbvio quanto surpreendente de se ver em estudos econômicos: a constatação de que a felicidade, afinal, vem dos contatos pessoais, dos relacionamentos, das atividades que se faz, enfim, do fato de viver. Quando o dinheiro é usado para viabilizar isso tudo, ele também traz felicidade.

Qual é o seu perfil?

. Pão-duro - Ele tem medo de um dia ficar sem dinheiro e, por isso, guarda tudo o que ganha. Não vive o presente e deixa tudo para um futuro sem data. Essa atitude está ligada a alguma carência da infância, de afeto ou de alimento, por exemplo. No fundo, o sovina acredita que o dinheiro pode completá-lo, oferecendo o carinho ou o amor que não recebeu quando criança.

. Gastador - Consumista compulsivo, para ele o que importa é o prazer do momento. Em geral, são pessoas com baixa auto-estima, que usam o dinheiro para construir a própria identidade e serem aceitas. A raiz desse problema pode estar em uma infância sem limites, em que a criança teve o que quis.

. Escravo - Para ele, o dinheiro não é um meio, mas um fim. Ele só quer saber de acumular. A origem desse comportamento pode estar em uma educação severa, sem espaço para exprimir vontades e idéias pessoais. Quanto mais ganha, mais quer ganhar e, por isso, mas escravizado se sente. Pode estar relacionando o dinheiro à segurança e, ao mesmo tempo, ao poder.

. Desligado - Não sabe bem quanto recebe, nem o valor das coisas. Emocionalmente imaturo e dependente do outro, o desligado tem sempre alguém que organiza sua vida financeira. A origem disso pode ser uma infância protegida, em que a criança recebia o que precisava sem pedir. Para essas pessoas, o dinheiro é uma coisa impura e indigna.

. Confuso - Não sabe lidar com as próprias emoções nem com a dinâmica do dinheiro, baseada na troca. Costuma dar o que tem e o que não tem para entes queridos porque confunde afeto com dinheiro. É atormentado por carências afetivas e sentimentos de culpa. Para esse indivíduo, o dinheiro, além de um instrumento de troca, é o recurso principalpara ser aceito socialmente.

. Raivoso - Fica irritado só de ouvir falar no assunto. A maior parte não sabe ganhar dinheiro e geralmente ganha menos do que gostaria. Neste perfil também se enquadram filhos de famílias ricas que não podem decidir de que forma usar o dinheiro, já que o controle da grana pertence ao pai. São pessoas que enxergam no dinheiro uma fonte de poder e realização pessoal. Eles acham que, na hora em que colocarem a mão na grana, seus sonhos se realizarão e eles atingirão um estado de plena satisfação.

. Equilibrado - Gente que sabe o que quer e que trabalha para ganhar o necessário para fazer o que deseja. Os equilibrados são confiantes, conhecem os limites de seus desejos e de suas possibilidades e sabem lidar com a frustração. Mas não são passivos. Sabem dosar os gastos com a poupança para emergências. Como lidam bem com o dinheiro, sabem compartilhar com os outros e aproveitar a vida.


Fonte: Revista Vida Simples por Yuri Vasconcelos