sexta-feira, 7 de maio de 2010

Quer ser promovido? Seja um resolvedor de problemas!


Acompanhar a carreira de executivos ao longo dos anos e ver as progressões feitas de acordo as escolhas tomadas pelos mesmos é muito interessante. Existem várias maneiras de crescer na carreira e tornar-se bem sucedido, mas a evidência tem me mostrado que crescem mais os que optam por caçar e resolver problemas. Incansavelmente!

Todos nós temos problemas para resolver na rotina diária de trabalho, mas tendem a ser mais bem-sucedidos aqueles que resolvem os seus problemas e ainda ajudam na solução de problemas que vão além do escopo previamente definido para seu posto de trabalho.
Por exemplo, mudar o plano de saúde dos funcionários é sempre uma questão polêmica e que para muitos empregados pode ser um problema. Se você é um profissional de RH encarregado desta tarefa, pode também elaborar uma série de workshops explicando aos funcionários o que levou a empresa a mudar de plano de saúde, mostrar um quadro explicativo com todas as novas vantagens e mostrar-se aberto para perguntas ao vivo durante as apresentações. Esqueça priorizar as respostas por meio de um endedereço de email; isto poderá ser considerado um meio de comunicação muito frio para um assunto tão importante como este.

Para você que tem uma equipe sob sua gestão, outro exemplo é ficar próximo de um outro time cujo gestor está de férias. Com sua experiência, você poderá suportar estes profissionais em problemas diários como a priorização de ações e até minimizar maiores riscos, uma vez que as correções poderão ser tomadas no início do problema.

Você pode se perguntar se vale à pena o esforço extra, se alguém está vendo sua performance diferenciada e se ao final do dia existe a certeza de que haverá uma recompensa.  A resposta é: não há garantias!! Mas é uma aposta a ser feita. Acreditem: na maioria das vezes este investimento tem um bom retorno!

Na pior das hipóteses, se você tiver uma performance extra, trabalhar duro e quando chegar sua vez, não rolar o reconhecimento, tenha certeza que o mercado fará isto. Não há empresa séria que desperdice a oportunidade de contratatar  um profissional que é reconhecido por muitos como um talento, mas às vezes deixa de ser valorizado por poucos.

No final das contas, esqueça crescimento profissional e promoção sem ter que ralar muito. Como dizia Aristóteles: "Somos o que repetidamente fazemos. A excelência não é um feito, mas um hábito." Portanto, trate de arregaçar as mangas e mãos-à-obra;  HOJE!!


Fonte: Você S/A - Por Marcelo Cuellar

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Duas faces da mesma moeda

Chega um momento na carreira de um executivo em que o seu horizonte desejado de atuação pode não ser mais o mesmo da empresa em que ele atua. Se a companhia ainda não possui um plano sucessório que irá suportar a compatibilização destas duas ambições, está na hora de iniciar a preparação. Tão importante é este tema para executivos e companhias que investir em um plano de sucessão está entre as cinco principais prioridades das empresas para os próximos três anos, segundo constatou estudo recente conduzido pela Korn Ferry, o CEO Vision Revisited.

Neste cenário algumas das habilidades mais desejadas nos executivos que irão reger este processo - criatividade e inovação - refletem também a preocupação com a complexidade dos desafios dos negócios tanto atualmente como para um futuro próximo. Os profissionais e as empresas precisam se preocupar com seu desenvolvimento, pois, segundo o mesmo estudo, de cada cinco líderes ouvidos, um considera que há carência de maturidade/experiência em suas equipes. Prepará-los é, portanto, fundamental.

Mas antes de preparar um executivo, é preciso encontrá-lo. E onde estão os talentos/sucessores? Os líderes precisam ter um envolvimento pessoal no planejamento da sucessão para que ela ocorra apropriadamente. Isto significa abrir espaço para preparar profissionais que estejam na mesma organização ou para investigar no mercado. Este movimento que, em geral, acontece de cima pra baixo - liderado por executivos decisores - precisa acontecer também de baixo para cima - envolvendo também os talentos mais novos, que acabam de chegar à companhia.

Se todos os líderes tiverem a preocupação de olhar, entender, identificar onde estão os bons profissionais, como melhor prepará-los, e investir num trabalho consistente e regular, as opções irão "borbulhar". E a escolha poderá ser muito mais rica. Abarcando inclusive novas opções para compor o comitê executivo.

O planejamento no treinamento e preparo do profissional deve acontecer com todo o cuidado, pois dificilmente um talento está totalmente pronto, perfeito em todas as dimensões. O executivo, em geral, precisa ganhar novos ingredientes, desenvolver habilidades e novas competências. Seja atuando em uma nova área, seja proporcionando uma vivência internacional. Esta fase é imprescindível para o momento de assumir novas responsabilidades e posições.

A condução de um plano sucessório também não pode ser vista como um risco para a própria posição. Quando o executivo toma conta do seu próprio plano de sucessão ele estará ao mesmo tempo garantindo a mudança que muitas vezes já se faz necessária. Afinal, ele mesmo normalmente já possui uma idéia (ou planos e desejos) do que irá fazer quando for sucedido. A sucessão deve ser parte natural da ordem das empresas. Isso acontece porque todo profissional tem um ciclo, que pode variar em duração dependendo do executivo, cargo, indústria, cultura da empresa e conjuntura. E chega um momento em que se precisa preparar para o próximo.

O mesmo estudo da Korn Ferry comprova esta visão, pois os executivos parecem sempre vislumbrar o passo seguinte da sua carreira ou da sua vida. Enquanto 27% querem migrar sua atuação para um Conselho Administrativo, outros 26% possuem expectativa de continuar em posições executivas e mudar de setor - Educação e ONGs, principalmente. Os elementos motivadores nestes casos foram, nesta ordem, a busca de novos desafios e a possibilidade de devolverem à sociedade um pouco do que receberam e conquistaram. A evolução nestes números é representativa, no mesmo estudo realizado em 2003 apenas 10% manifestaram a vontade de fazer algo diferente de suas atribuições do momento.

Podemos assim perceber que sucessores e sucedidos se tornam faces da mesma moeda que gira e move as corporações e as vidas dos executivos. O preparo antecipado, imprescindível para encarar uma nova realidade com mais segurança, reflete apenas um anseio que atinge qualquer executivo. E todas as corporações.


Fonte: Administradores.com.br - Por Jairo Okret

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Pegada Ecológica


O aumento da temperatura média superficial global nos últimos 150 anos vem preocupando autoridades do mundo inteiro.  Grande parte da comunidade científica acredita que a emissão de gases poluentes para a atmosfera, o crescente aumento das queimadas e dos desmatamentos tem contribuído para o aumento da temperatura no planeta alterando o ciclo vital dos seres vivos.

Grande quantidade de gases tem sido emitida para a atmosfera desde que começou a revolução industrial, a partir de 1750 as emissões de dióxido de carbono aumentaram 31%, metano 151%, óxido de nitrogênio 17% e ozônio troposférico 36% (Fonte IPCC).

Nesse cenário, ganham importância iniciativas de rotulagem de produtos com informações sobre a quantidade de gases de efeito estufa emitidos durante o seu processo de fabricação. O cálculo é realizado com base no conceito de Carbon Footprint, um conceito derivado de Ecological Footprint que em português é traduzido como Pegada Ecológica.

A análise da Pegada Ecológica compara o que a humanidade demanda da natureza com a habilidade da biosfera de se regenerar. De acordo com a técnica do Inmetro, Manuela Silvestre, que monitora as tendências em Avaliação da Conformidade, “uma pegada ecológica abrange, por exemplo, necessidades de matérias primas; de água; de terra para plantio, pastagens ou construções; de florestas e produtos dela derivados; energia fóssil ou de outras fontes; e a geração de resíduos e poluentes decorrentes da atividade.”

Esse conceito pode ser aplicado a empresas e, nesse sentido, refere-se aos recursos naturais usados por uma organização para realizar seu processo produtivo de bens, serviços ou informações. A partir da conscientização sobre a pegada ecológica de um indivíduo, de uma organização, nação ou de uma atividade podem ser desenvolvidas uma série de ações para diminuí-la.

A técnica do Inmetro relata que, dada a complexidade de avaliar todos os aspectos da pegada ecológica, em especial, com relação às redes relacionadas aos ciclos de vida de insumos e produtos, a pegada ecológica passou a ser dimensionada considerando os seus aspectos separadamente. Dessa forma surgiu, dentre outras, a Carbon Footprint – Pegada de Carbono- que tem foco no total de emissões de carbono associadas a uma organização, país ou outra unidade de análise. Essa unidade pode ser um indíviduo, esclarece Manuela.

A importância do tema motivou a proposição pela International Organization for Standardization (ISO) do desenvolvimento de uma norma internacional, a ISO 14067.  Enquanto a norma internacional não é publicada, algumas organizações tem feito uso de protocolos privados como as normas Ecological Footprint Standards, que se destinam a avaliação da Pegada de organizações e produtos disponíveis no mercado.  “A norma se propõe a assegurar que as avaliações de Pegada sejam realizadas de forma consistente e de acordo com as melhores práticas, cobrindo tanto os procedimentos de avaliação como a comunicação dos resultados.”

Em relação aos indivíduos, atualmente existem vários aplicativos que permitem estimar a pegada ecológica ou de carbono disponibilizados gratuitamente em sites de organizações não governamentais como Global Footprint Network (www.footprintnetwork.org); Redefining Progress (www.myfootprint.org), WWF (http://footprint.wwf.org.uk/), entre muitas outras.

Respondendo perguntas referentes a hábitos cotidianos você pode descobrir quantos planetas seriam necessários para sustentar seu estilo de vida. Os sites estão em inglês, mas para quem não tem domínio do idioma é possível recorrer a tradutores online gratuitos. O exercício é muito interessante para dimensionar o impacto de seus hábitos no planeta.


Fontes:  Site Ambiente Brasil

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Planejamento, a arma contra os imprevistos

Um dos grandes inimigos das finanças pessoais é a má utilização de alguns instrumentos financeiros vistos como tábua de salvação por alguns, em determinados momentos do mês. O grande problema é que com tanta utilização de ferramentas como cheque especial e cartão de crédito, o valor de desse (falso) dinheiro passa a compor parte da renda das pessoas.

Crédito não é dinheiro em caixa e muito menos dinheiro de graça, fica fácil concluir. Mas a prática é bem diferente. O que você acharia de ter sua própria linha de crédito com juros mais baixos? Talvez a resposta para a pergunta seja óbvia. Sem dúvidas, ter uma linha de crédito pessoal pode suprir os apertos e servir como boa opção para fugir do pagamento dos enormes juros cobrados pelas instituições financeiras.

Fundo de reserva, uma necessidade

E se, ao invés de pagar juros baixos, você pudesse arcar com as surpresas da vida sem a ajuda dos bancos ou financeiras? A vida é feita de surpresas que, dia após dia, transformam o futuro de muitos por pura falta de conhecimento das possibilidades, é verdade, mas é possível estar preparado. Duvida?

O ato de planejar e idealizar o futuro não é uma ciência exata, mas facilita os atos de perceber e mensurar as chances de algo imprevisto acontecer. Contar com o ovo antes da galinha, com o crédito antes da necessidade de planejamento[bb], passou a ser o mais natural, levando milhares de pessoas para o endividamento desnecessário.

Algumas perguntas devem fazer parte do cotidiano de quem planeja o futuro, encarando a possibilidade de surgirem imprevistos com seriedade:

* Se você perder seu emprego, por quanto tempo sua família manteria o padrão de vida?
* Seu plano de saúde cobre todas as suas necessidades? Você seria capaz de mantê-lo, mesmo desempregado.
* Qual seria sua atitude diante de um dinheiro inesperado? Pagaría dívidas, compraria bens ou investiria no seu futuro?

“Não acredite cegamente nas previsões seguras publicadas por aí. Acredite somente que teremos crises de tempos em tempos e que, se você tiver zero de reservas, a crise o afetará 100%” (Stephen Kanitz)

Reflita sobre as palavras de Kanitz. Acaba que aqueles que têm reserva financeira acabam usando-a para outros fins: educação dos filhos, a formatura, o carro, a própria aposentadoria, por exemplo. Mas, dificilmente, param para observar o quanto as desventuras podem modificar suas vidas.

Ninguém admite a possibilidade de uma emergência. Nós apenas a aceitamos e gostamos de passar a impressão de ter as coisas sob controle, não é assim? O economista Humberto Veiga lembra muito bem que o dinheiro é o principal motivo de discussão entre as famílias, citando uma pesquisa realizada pela Revista Veja.

Na situação de perda do emprego, a recolocação pode levar de seis meses a um ano. Ou mais, é claro. Como se manter nesse período? Quando não temos um bom “pé de meia”, as chances de aceitar um trabalho inadequado são muito grandes. Isso para não dizer das privações familiares. E no caso de necessidade por motivo de saúde? Impossível adiar.

Fazer seu planejamento e investir na estabilidade financeira lhe garantirá uma vida mais confortável. Além disso, enfrentar com mais serenidade períodos turbulentos e realizar planos/objetivos de longo prazo se tornam tarefas mais interessantes.

Roteiro para gerenciar suas finanças

Cuidar bem de nossas finanças é possível e sei que você sabe disso. Com um pouco de boa vontade e comprometimento é possível manter um planejamento correto, realista e, ainda assim, manter a visão de futuro. Que tal seguir esses 6 passos, para gerenciar suas finanças?

1. Estabeleça seus objetivos. Seja realista, leve em conta seus sonhos, suas necessidades e defina metas de curto prazo (até 1 ano), médio prazo (até 5 anos) e longo prazo (mais de 5 anos)

2. Faça uma análise da sua situação patrimonial atual e de fluxo de caixa. De onde vêm seus ganhos (salário, benefícios, rendimentos etc)? E suas despesas (alimentação, educação, moradia, lazer, juros, seguros, impostos etc)? Quais são seus ativos (aplicações financeiras, bens móveis e imóveis, outros investimentos etc)? E seus passivos (dívidas, obrigações etc)?

3. Defina o horizonte do seu planejamento. Detalhe ao máximo seus próximos dois anos, experimente resumir seus cinco anos seguintes e vislumbre o futuro.

4. Defina seu perfil de investidor. Analise sua tolerância aos riscos visando adequar seus investimentos à sua personalidade.

5. Elabore um plano realista para seus ganhos e despesas futuras, com base na sua situação atual e nos objetivos estabelecidos. Priorize as necessidades, mas sem esquecer os desejos. Também leve em conta a evolução familiar, sua evolução profissional e o cenário econômico.

6. Elabore um plano de investimentos baseado no seu fluxo de caixa, levando em conta os objetivos definidos para curto, médio e longo prazo. Priorize o os objetivos de longo prazo. Reveja o plano, confrontando-o com os seus objetivos e certifique-se de que ele atende suas necessidades e sonhos

Não é tão difícil! Sim, dá trabalho, mas não é algo complicado. Assim você evita problemas financeiros inesperados e mantém seu presente (e futuro) sobre controle. Seu comprometimento é tudo, lembre-se sempre disso.


Fontes usadas na criação deste artigo: Revista Veja e Portal Financenter.