sábado, 14 de agosto de 2010

Qual o buraco negro da sua empresa?

Quero propor uma forma produtiva para ser realizada a gestão das suas metas corporativas. Classifico esse conceito de blackhole, ou buraco negro, traduzido para o português, remetendo a similaridades conceituais da sua definição astronômica. Explico essa relação de maneira muito simplista. Um buraco negro é uma região no espaço que contém uma enorme quantidade de massa concentrada que nenhum objeto consegue escapar de sua atração gravitacional. Ou seja, é uma área de tamanha intensidade de foco que tudo é "sugado" para esse ponto.

Mas, podemos definir este conceito como uma metodologia a ser aplicada dentro de uma empresa. Como? Podemos pensar que uma blackhole é a meta mais importante e fundamental da empresa, que guia a ação de todas as outras metas ou projetos. É basicamente o alvo de toda a estratégia que o empreendedor vai definir para que, assim, atinja o seu objetivo final.

Muitas empresas criam dezenas de metas para o ano que, na maioria das vezes, são mal definidas, ou mal interpretadas, e trazem um plano de ação desconhecido. Em metas, quanto menor o número almejado, maior a execução. O conceito de blackhole simplifica essa estratégia: uma meta principal que guia todas as outras.

Isso não significa que a sua empresa terá apenas uma meta, ela pode ter mais. Mas, é importante lembrar que todas elas devem ser complementares à meta mais importante da empresa, cuja esta será única e dará foco total aos colaboradores da organização. Podemos fazer uma analogia da imagem de um organograma: a blackhole estaria no nível mais alto e, abaixo dela, seriam desenvolvidas metas secundárias ou projetos de execução que ajudarão na realização do fim a que se dirigem as ações do grupo.

E como descobrir a principal meta? Você deve simplesmente entender que o principal objetivo de uma empresa com fins lucrativos é gerar lucro aos empreendedores ou acionistas. Isso significa que a meta blackhole deve estar sempre ligada a resultados financeiros de alguma forma. Se a meta mais importante da sua empresa não remete à finança, possivelmente ela é uma ONG (Organização Não Governamental) ou qualquer outro tipo de entidade sem fins lucrativos.

E qual os benefícios em aderir a este sistema? As empresas que adotam a estratégia blackhole, conquistam diversas vantagens. Primeiro, facilita a comunicação entre equipes, coordenadores e diretores referente ao objetivo da instituição, alinhando a equipe, evitando confusões e, com isso, as desculpas de desconhecimento da meta corporativa é finalizada. Outro acréscimo para a empresa é a facilidade de mensuração do progresso da meta e acompanhamento através dos projetos de suporte. Estes projetos são as tarefas de grande duração que serão executadas ao longo dos meses para apoiar a realização da meta mais importante. Se seguir boas práticas para gestão de projetos, as atividades terão mais controle e capacidade de gestão, o que muitas vezes não acontece na gestão de metas.

Pense sobre esse conceito, onde um objetivo maior atrai a realização de metas menores, assim como o blackhole. Converse com seus sócios e apresente a ideia à diretoria. Faça com que cada um se pergunte: qual o nosso buraco negro que merece todo o foco e energia? Que projetos ou submetas suportam a execução dessa meta? Experimente o processo e veja os resultados!


Fonte: Infomoney/Christian Barbosa

sábado, 7 de agosto de 2010

Prática do "job rotation" visa a acabar com escassez de talentos nas empresas


A escassez de talentos no mercado de trabalho vem tirando o sono de alguns gestores, os quais não encontram para as mais variadas posições da empresa profissionais capacitados. Com o objetivo de reverter esse quadro, parte das organizações adota uma prática característica da década passada: o "Job Rotation".

Trata-se de um sistema baseado em rodízio de funções e que dá ao profissional a oportunidade de conhecer as mais distintas atividades exercidas dentro da própria empresa.    Oriunda dos anos 90, sobretudo quando muitas companhias passaram a utilizá-la se valendo do "boom" causado pela globalização, a metodologia tornou-se muito comum nas funções de estagiários e trainees.    "Por ser uma demanda que contempla os profissionais com motivação e rápido aprendizado, os jovens que ainda não haviam optado por um caminho sentiram-se atraídos pela prática", afirma a diretora de Consultoria da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Neli Barboza.

Novos ares
No entanto, a prática não está sendo mais direcionada apenas aos jovens, mas sim aos profissionais já graduados e que precisam de uma formação breve e eficaz. Esta é uma forma encontrada para suprir a falta de talentos.    "A meta hoje é contratar pessoas com talento, que detenham um conjunto de potencialidades muito alto. A partir daí, torna-se necessário treiná-las, para que encontrem o espaço dentro da corporação", explica Neli.

Erra quem acha que o "Job Rotation" serve apenas para acalmar os ânimos dos funcionários insatisfeitos com a atual posição. Na avaliação da diretora, a prática é utilizada como forma de provocar uma "alternância de áreas, e não de cargos". Por isso, não adianta integrar um funcionário desmotivado no programa, pois o efeito esperado não será surtido.
"Para o sistema dar certo, a empresa tem de definir seus planos e expectativas em relação ao processo e direcioná-lo para a estratégia dos negócios", afirma Neli, que ressalta que, sem planejamento, pode ocorrer de uma pessoa ir para outra área e, sem conhecê-la, promover mudanças que podem ser negativas.

Rodando!
Segundo a diretora da Ricardo Xavier, o "Job Rotation" é uma boa prática tanto para a organização quanto para os profissionais. Isso porque a primeira irá se servir de colaboradores preparados para assumir posições em um curto espaço de tempo, além de estarem gabaritados para tomares decisões nas diversas áreas internas.

Já com relação ao profissional, todo o aprendizado e motivação que ele irá receber o fortalecerá com a ampliação da sua visão estratégica da empresa. É nessa hora que esse funcionário poderá descobrir aptidões e até mesmo dar um novo direcionamento à sua carreira.    "Além de trazer motivação, as pessoas se sentirão privilegiadas pela ampliação de seus conhecimentos, o que significa, para o gestor, ter um grupo de profissionais mais fortes e engajados com a empresa", avalia Neli.

De acordo com ela, ainda se encaixam nesses conjuntos benéficos a redução do turn over e da busca por mão de obra no mercado. 


Fonte: Infomoney

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O que fazer com 1 milhão de reais Quanto é preciso poupar para chegar milionário à aposentadoria? É melhor receber uma renda vitalícia ou fazer resgates livres?

Um milhão de reais. Quem começa a levar a sério o planejamento para a aposentadoria geralmente tem essa cifra como objetivo. Isso porque, no imaginário coletivo, virar milionário significa ter uma velhice tranqüila. Há um apelo emocional no número, sem dúvida, mas 1 milhão de reais não é um valor à toa. Apenas os rendimentos de uma aplicação como essa podem ser de 60 000 reais por ano - ou 5 000 por mês -, numa projeção conservadora.

Economizar essa quantia não é fácil. Estimativas de analistas indicam que é preciso aplicar 950 reais por mês durante 30 anos para chegar aos 65 anos com 1 milhão de reais no banco, por exemplo. Só guardar dinheiro, porém, não basta. É preciso montar uma estratégia para utilizar essa poupança da melhor forma na aposentadoria. Uma decisão que o investidor precisa tomar é se ele quer receber uma renda vitalícia ou não.

Receber uma renda vitalícia significa transferir para uma seguradora os recursos que acumulou em diversas aplicações - ações, fundos, planos de previdência etc. A seguradora calcula quanto vai pagar por mês para o investidor em função de sua expectativa de vida, que é medida com base em parâmetros internacionais. Para a seguradora SulAmérica, por exemplo, a expectativa de vida de uma pessoa de 50 anos, hoje, é de 82 anos. Na ponta do lápis, isso significa que, se ele tiver 1 milhão de reais, receberá da SulAmérica uma renda vitalícia de 5 000 reais.

Essas projeções freqüentemente são alvo de críticas. Como elas são feitas com base em informações internacionais - porque não há estimativas brasileiras -, investidores e empresas dizem que elas não refletem a realidade. Por isso, muitos poupadores preferem programar seus próprios resgates, em vez de contratar uma renda vitalícia. A estratégia vale a pena para quem acredita que precisará do dinheiro que acumulou por menos tempo que o calculado pela seguradora. O investidor que tem 1 milhão de reais no banco, por exemplo, conseguiria sacar 6 000 reais por 20 anos.

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Fonte: Exame/2005 - Giuliana Napolitano

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Saiba quais os hábitos que podem encurtar a carreira de executivos. De acordo com estudo, os hábitos de vida não saudáveis são os principais vilões da saúde desses profissionais

Os executivos podem ter a vida profissional encurtada devido a problemas de saúde. Ao menos é o que indica pesquisa realizada pela Omint, operadora de saúde especializada no segmento de alta renda.

De acordo com o estudo, que ouviu 12.057 executivos que ocupam postos de trabalho situados entre a alta gerência e a diretoria de grandes companhias brasileiras, os hábitos de vida não saudáveis são os principais vilões da saúde desses profissionais.

Além de encurtar a carreira, quem não controlar os hábitos de vida e os fatores de risco poderá se transformar em um custo elevado para a empresa, já que as despesas com saúde já são a segunda maior das companhias, perdendo somente para os salários.

Problemas

De acordo com o diretor médico da Omint e coordenador do estudo, Caio Soares, 95,83% dos executivos não conseguem manter uma alimentação equilibrada, sendo que somente 26,03% estão efetivamente buscando solucionar o problema.

Outros 38,96% dizem pensar muito sobre o assunto, mas não tomam nenhuma atitude, enquanto que 24,12% pensam pouco no assunto e 5,37% não se preocupam.

No que diz respeito ao sedentarismo, que atinge 43,61% dos entrevistados, 37,39% dizem estar enfrentando o problema de alguma forma; 43,82% afirmam pensar muito sobre o assunto; 15,06% pensam pouco e 2,68% não pensam nisso.
Outros problemas
Dentre os maus hábitos de vida dos executivos, o estudo da Omint apurou ainda que 31,78% deles apresentam níveis elevados de estresse e 12,88% são fumantes.

Neste último caso, apenas 8,63% estão tentando parar; 50,93% pensam muito sobre o assunto, enquanto que aqueles que pensam pouco a respeito ou admitem não se preocuparem com o fato correspondem a 30,78% e 8,05% dos fumantes entrevistados, respectivamente. 

Doenças

Segundo Soares, os hábitos de vida dos executivos fazem com que 18,74% deles tenham excesso de peso e 10,87% possuam risco cardiovascular aumentado, apresentando pelo menos dois dos seguintes problemas: hipertensão arterial, hipercolesterolemia, tabagismo e antecedente familiar de doenças coronária.

Abaixo, algumas das doenças que mais afetam os executivos brasileiros:

Doenças que atingem executivos brasileiros:

Doença / Percentual

Rinite 28,14%
Alergia de pele 22,60%
Dor no pescoço ou ombros 19,70%
Excesso de peso 18,74%
Ansiedade 17,31%
Dor de cabeça frequente 16,77%
Problemas de visão 13,91%
Asma ou bronquite 11,78%
Colesterol alto 11,78%
Insônia 10,96%
Dor crônica nas costas 9,08%
Pressão alta 9,02%
Dor nos braços ou mãos 8,90%
Depressão 7,40%
Doença da tireóide 5,10%
Diabetes 2,55%


Fonte:  Gladys Ferraz Magalhães, InfoMoney