quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Tecnologia não substitui gente capacitada

Geralmente as empresas destinam entre 1% e 3% da receita anual para projetos de tecnologia. Não há dúvida de que à indústria de TI – e seus acelerados avanços – pode ser atribuída grande parte do sucesso e do crescimento da economia mundial. Mas há que se considerar que nenhuma tecnologia é boa o suficiente se atrás dela não houver pessoas capacitadas.
Nos últimos 50 anos o mundo desenvolvido se sentiu desafiado a ganhar mais e mais produtividade. Chega a ser impressionante a velocidade com que o progresso bate à nossa porta, muito em função da tecnologia da informação e comunicação. Estamos ganhando uma velocidade de transformação e de criação ímpares.
Mas, analisando o capital humano que lida com tamanha evolução, percebemos que urgem mudanças estruturais nas empresas. É preciso capacitar às equipes de trabalho de modo que as pessoas sejam estimuladas a desenvolver mais suas habilidades de conhecimento, análise, intuição e criatividade.
A tecnologia da informação por si só não faz milagres. É preciso ensinar as pessoas a extraírem o melhor do contexto em que estão inseridas. Vejamos: determinada empresa investe na infraestrutura de rede, contando com uma estação de trabalho para cada vendedor/atendente. Investe, também, em aplicativos que permitem elaborar e transmitir orçamentos aos clientes em curto espaço de tempo. Entretanto, ao não capacitar sua mão de obra apropriadamente, se arrisca a perder aquele cliente que faz contato por telefone – na esperança de que um profissional especializado compreenda suas necessidades e possa contribuir para a realização de uma compra acertada.
Enquanto o colaborador se preocupa com a 'formalização', o cliente se frustra porque não conseguiu obter 'informação'. No âmbito das pequenas e médias empresas, esse tipo de relacionamento mal resolvido é muito comum, gerando insatisfação. O cliente se queixa do vendedor que, por sua vez, se queixa do sistema que trouxe consigo mudanças no atendimento. Imagine o quanto seria melhor se o vendedor/consultor pudesse destinar cinco minutos daquele dia para ouvir o cliente, compreender como poderia atender àquele pedido de modo que resultasse numa equação 'ganha-ganha', em que todos saem satisfeitos.
Numa outra situação, uma fila de pacientes aguarda – com cara amarrada – a volta do sistema, que 'saiu do ar'. De repente, os mesmos atendentes que até bem pouco tempo colhiam dados do paciente, transcrevendo tudo para o papel e repassando depois para os médicos e para a administração, sentem-se incapazes de resolver qualquer coisa que dependa do acesso ao computador. Não fazem isso por vontade própria, é claro. Mas porque faltou à direção da empresa capacitá-los para que desenvolvessem o senso de oportunidade e improviso. Preferem, também nessa situação, arriscar o relacionamento com o cliente.
Não se pode duvidar que a tecnologia nos dotou de velocidade suficiente para atender às demandas da nova economia. Mas é preciso aguçar o senso crítico e perceber que a tecnologia, por mais avançada que seja, ainda não substitui a tomada de decisão dos seres pensantes que fazem uso dela. O sucesso não vem fácil, mas chegará mais rapidamente se os empreendedores privilegiarem seus colaboradores e incentivarem o desenvolvimento de suas habilidades cognitivas e comportamentais.

Fonte: Portal Administradores.com por Adriano Filadoro

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Bata sua meta em 2011

Planejamento correto e objetividade são fundamentais para quem quer terminar o ano com todos os projetos concluídos
 “Para ganhar um Ano Novo/ que mereça este nome,/ você, meu caro, tem de merecê-lo”, diz a receita do poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade. Muitas das metas de 2010 podem ter ficado na gaveta ou simplesmente terem sido abandonadas conforme a correria engoliu a disposição em cumprir objetivos. Que tal sacudir a poeira, se preparar para traçar corretamente suas resoluções e começar 2011 pronto para atingir todos os seus objetivos?
Agora vai: com planejamento e alegria, dá para cumprir suas resoluções em 2011
Os especialistas recomendam começar avaliando as metas que foram atingidas total ou parcialmente no ano que passou. “As coisas que a gente cumpriu têm que ser comemoradas, inclusive as pequenas”, diz Rebeca Fischer, psicóloga da Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística (SBPNL) “Ao se referir ao que não foi realizado, é preciso incluir o ‘ainda’, para lembrar que se trata de um processo em andamento”, reforça.
Fazendo a lista
Christian Barbosa, especialista em administração do tempo e produtividade, afirma que as metas têm que ser objetivas e mensuráveis. “A gente é perito em fazer metas que não vão dar retorno algum.” Em outras palavras, não adianta desejar “emagrecer” ou “aprender um idioma” se você não tem um ponto de partida e um de chegada. “Quero um apartamento, mas qual? De que tamanho, que preço, em que bairro? Quanto mais detalhes, melhor”, garante Barbosa. São eles que ajudam a definir a melhor estratégia.
Hora de planejar
A função do planejamento é avaliar quanto tempo, energia e dinheiro são necessários em cada objetivo. “Você pode ter qualquer coisa, mas não tudo ao mesmo tempo”, alerta Villela da Matta, presidente da Sociedade Brasileira de Coaching. “Temos a tendência de superestimar o que podemos conquistar em um ano e subestimar o que podemos conquistar em cinco”. É importante ter também metas de médio e longo prazo, e desdobrar cada objetivo em etapas e tarefas. “Sonhar pequeno e grande dá o mesmo trabalho. O objetivo pode ser ganhar um milhão de reais, desde que o plano de ação contemple os passos necessários, com o pé no chão”, diz Barbosa.
Os especialistas orientam refletir sobre quais são suas verdadeiras motivações. “É importante saber por que você quer aquilo”, diz Matta. Ele dá o exemplo de duas pessoas que queiram emagrecer: uma para se sentir melhor no vestido de casamento e outra porque quer mais saúde. “Ambas podem atingir o objetivo por estratégias totalmente diferentes”, explica. Sem esse passo, o esforço pode ser vazio e não trazer a felicidade desejada. Para Rebeca, da SBNL, é preciso avaliar se o que a pessoa vai ganhar é maior do que o investimento. “Se não for, é difícil mudar de comportamento”, diz a psicóloga.
Avaliações parciais
Passam os primeiros meses do ano e aparecem as dificuldades. A perda de peso fica mais lenta, a disciplina de juntar dinheiro é ameaçada pela vontade de fazer uma viagem bacana nas férias, acordar cedo para ir a academia fica cada vez mais difícil... Como não desistir? “As pessoas acabam entrando num círculo vicioso de rotina, e esquecem o que deve ser feito para atingir seus objetivos”, diz Matta.
O coach afirma que o principal obstáculo são pensamentos limitantes, que detonam a motivação. “Os mais comuns são ‘sou muito velho’, ‘sou muito novo’, ‘não ganho dinheiro suficiente’ e ‘não tenho conhecimento suficiente’. É a principal forma de autossabotagem das pessoas”, diz o coach. Outras dicas para fortalecer o processo é colocá-las no papel. “É o primeiro passo de transformar o sonho em realidade”, afirma.
Matta recomenda compartilhar os objetivos com outras pessoas, gerando comprometimento e recebendo contribuições. Christian Barbosa acredita que, se a pessoa se sente confortável, vale tudo: dividir as dificuldades com amigos e família, fazer diários e planilhas, buscar um coach para “pegar no pé”, ou até terapia.
A Programação Neurolinguística tem técnicas que prometem facilitar o caminho das pedras. “O cérebro precisa de um ‘endereço’ para focar na meta e funciona melhor se for estimulado mostrando o objetivo já atingido. Se a pessoa quer emagrecer, precisa se ver com 5 quilos a menos, seja por fotos ou imaginando”, diz Rebeca, da SBPNL. Ações focadas são importantes também, segundo a psicóloga. Se a ideia é vencer o medo de dirigir, por exemplo, a pessoa deve montar um plano de ação, seja procurar um terapeuta, um grupo de pessoas com a mesma dificuldade ou um curso específico para isso.
É importante acompanhar os resultados em etapas também. “Se a meta é de um ano, avalie o que já conseguiu de três em três meses”, diz Rebeca. “Quando as coisas não dão certo, é uma chance de mudar de estratégia.”
Cumpra com alegria
Para que o processo não se torne uma tortura, Melissa Setubal, coach de saúde integrativa, defende que as estratégias privilegiem o prazer. “Dieta é um dos primeiros itens que as pessoas colocam na lista, que implica em restrições muito grandes e reprime qualquer forma de prazer. E, sem prazer, não dá para continuar por muito tempo”, afirma. Para Melissa, todo abuso que uma pessoa comete esconde uma carência, seja afetiva, ou de prazer e bem estar. Estar atento às necessidades físicas e emocionais e supri-las conscientemente evita que a pessoa “desconte” na forma de abuso em comida – ou compras, vendo televisão, ou qualquer outro ladrão de tempo e energia.
Ela indica a técnica dos “5 minutos” para começar a fazer mudanças graduais e progressivas. “Racionalmente, qual é o tempo que eu tenho disponível para por nisso? Cinco minutos? 20 minutos? Então vou usá-los na minha meta”. Para evitar desistências, ela usa a estratégia de dieta de focar em uma alimentação mais regrada 90% das refeições. “Nos outros 10% do tempo a gente se diverte. Sempre que a gente restringe, mexe no mecanismo do prazer e isso traz dor e sofrimento para a pessoa”, diz. Sonhos na cabeça, mãos à obra.
Fonte:   Portal IG /Verônica Mambrini

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Marca: para que serve esse tal “Branding”? Você saberia responder se as marcas das empresas têm valor?

Caso você duvide que essa resposta seja sim, fique sabendo que somente a marca Coca-Cola vale o equivalente a US$ 70,4 bilhões. A IBM, por exemplo, US$ 64,7 bilhões e a Microsoft US$ 60,8 bilhões. Esses valores compõem o estudo "As 100 Marcas Mais Valiosas do Mundo", feito pelo respeitado ranking da Interbrand, uma das principais consultorias internacionais de avaliação de marcas.
Hoje muitas organizações passaram a valorizar ainda mais os bens intangíveis da marca, que, por sua vez, passaram a ser somados ao calcular o valor da empresa. As empresas que estão investindo cada vez mais no fortalecimento de suas marcas, estão conquistando um retorno positivo e fortalecendo seus negócios. Pensando nisso, o branding, como é chamado o conjunto de práticas e técnicas que visam a construção e o fortalecimento de uma marca, está cada vez mais em alta.
No mundo dos negócios, seja entre o empresário de pequeno, médio ou grande porte, em qualquer nicho de atuação, investir no posicionamento e diferencial, assim como no visual e alinhamento da marca vem a cada dia ganhando mais espaço.
Antes pouco valorizados pelas pequenas e médias empresas, a identidade da marca e, consequentemente, a mensagem que quer transmitir dos seus produtos e serviços pode ser um diferencial na hora de fechar negócio. Porém, no que, afinal, contribuirá o branding para uma empresa?
De acordo com Helio Moreira, diretor da NewGrowing Design & Branding, agência especializada em design de marcas e identidade visual, "nos últimos anos a evolução das marcas mudou o comportamento de gestão de algumas companhias. Partindo da promessa à entrega, de dentro para fora, da teoria para a prática. Sendo assim, está cada vez mais claro que a marca deve ser melhor gerenciada e tratada como um ativo estratégico e com uma gestão específica. Não mais apenas como uma simples 'logomarca' jogada no mercado".
"Neste momento precisamos parar e repensar nossas atitudes. Dando mais atenção para esse bem tão precioso que ao longo do tempo queremos construir e conquistar. Por isso, é importante avaliar para qual caminho deseja seguir. Seja contratando um profissional (gestor de marcas) com conhecimento e uma metodologia eficiente, para orientá-lo, ou, então, arriscar-se sozinho, traçando uma direção", completa o especialista em gestão de marca.
Propondo um exercício de auto-análise e fazendo algumas perguntas importantes em busca dessas respostas é possível chegarmos a um resultado satisfatório. Comece pela essência e pelos principais atributos, em seguida, pontue em uma só palavra o diferencial da empresa. Será difícil, mas procure se concentrar e não minta para si mesmo. Seja franco, direto e procure não cometer excessos de atributos. Ou seja, simplifique.
"Sem clareza na informação no que deseja transmitir ficará difícil passar aos colaboradores, clientes e parceiros aonde quer chegar. É preciso ser claro porque eles vão carregar esta mensagem e ajudá-lo a construir sua própria marca", conclui Moreira.
A estratégia da empresa necessita estar alinhada à proposta de valor e a visão de futuro. É preciso criar referências para as pessoas, utilizando uma linguagem comum e fácil de compreender. Se conseguir organizar parte dessas informações e priorizar as diretrizes estratégicas, ao menos, a direção estará certa.

Fonte: Portal Administradores.com

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Tele-Trabalho: uma alternativa eficaz e solucionadora


Apesar de parecer novidade, o tele-trabalho vem sendo discutido há anos. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) define o tele-trabalho como uma forma de serviço efetuada em um local distante do escritório central e/ou do centro de produção, que permita a separação física e que implique o uso de uma nova tecnologia facilitadora da comunicação.

Jack Nilles, o pai do tele-trabalho, após ser indagado sobre uma forma de melhorar as condições de trânsito, cerca de 35 anos atrás, chegou a conclusão de que seria possível reduzir o número de carros, portanto, de engarrafamentos nas ruas. Se o trabalhador tivesse a oportunidade, pelo menos algumas vezes, de trazer o trabalho para junto de si ao invés de precisar ir até ele, já traria grandes resultados. Jack enfrentou algumas dificuldades para realizar seus estudos, mas finalmente conseguiu realizá-lo. Os conceitos foram aceitos e o tele-trabalho se globalizou. Seu objetivo, a partir de então, era provar que uma melhora na qualidade devida de um funcionário aumenta sua produtividade.

Em 2005, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) deu início ao projeto piloto que implantaria o programa de trabalho virtual. Não havia obrigatoriedade de adesão nem restrição de cargos. A empresa forneceu aos funcionários virtuais notebook, celular, acesso banda larga e até mesa de trabalho. Os funcionários também tiveram a oportunidade de treinamento de informática e de segurança da informação para que conservassem bem os equipamentos.

A legislação brasileira tem sido apontada por diversas companhias como um obstáculo na implementação de programas de trabalho virtual no país. Muitas empresas temem ser processadas por trabalhadores que possam alegar ter ficado ininterruptamente à disposição no momento em que casa e trabalho passaram a ocupar o mesmo espaço. No entanto, existem alternativas que regulamentariam essa relação para que funcionários e empregadores não sejam prejudicados.

A realização do tele-trabalho exige, por parte dos administradores, que se adotem procedimentos diferentes dos anteriores em relação ao local, horário de funcionamento e, conseqüentemente, ao estilo de administração.

Para Jack Nilles, a questão central do gerenciamento desta nova proposta é a mudança de prioridades. Ao invés do foco nas horas trabalhadas, o que se deve levar em consideração é o desempenho. O verdadeiro segredo do tele-trabalho bem sucedido está na confiança mútua estabelecida entre o gerente e seu subordinado. Porém, muitas empresas ainda encontram-se ligadas ao mecanismo clássico de controle que é a supervisão da presença física e do tempo utilizado pelo trabalhador.

Podemos citar como benefícios para as empresas a redução de custos, ganhos de produtividade, melhores tempos de resposta, melhoria no clima organizacional, redução da demanda de locais para escritório, prática na gestão por competência, entre outros. Já para o funcionalismo as questões referentes a melhorias na qualidade de vida, como ter maior contato com a família, reduzem o estresse e a tensão profissional, resultando em um melhor desempenho. Além de gerar menos gastos com transporte ou manutenção de veículos, reduz riscos de deslocamento e a propagação de viroses, gripe, etc. assim o trabalhador pode administrar melhor seu tempo, e com certeza os reflexos desta mudança serão encontrados positivamente no resultado de seus serviços.

Claro que existem também desvantagens como a necessidade de capacitação dos trabalhadores que demanda investimento, a possível queda de produção na fase inicial do projeto, e até mesmo o distanciamento dos próprios funcionários e suas inter-relações.

Entretanto, para a sociedade em geral os benefícios seriam muitos. Afinal, menos veículos em movimentação reduzem os níveis de poluição e também os gastos com manutenção de estradas, reduziria impostos, congestionamentos e gastos com combustíveis. Vale à pena uma reflexão neste sentido.


Fonte: Portal Administradores.com por Eliana Saad Castelo Branco