sábado, 15 de janeiro de 2011

O que não pode ficar de fora dos contratos? Faça a checagem dos aspectos mais importantes a prever em documentos sobre a sociedade, a locação de imóveis e as negociações de compra e de venda


Conflitos entre sócios, calotes, tributos exagerados e até mesmo o pagamento de indenizações para funcionários terceirizados são alguns dos riscos que as empresas correm por conta de contratos mal redigidos. Segundo uma pesquisa da Associação Nacional de Gestão de Contratos (ANGC), 68% dos negócios enfrentam dificuldades em identificar e avaliar cláusulas específicas e riscos estabelecidos nos textos legais — mesmo aqueles com faturamento acima de R$ 100 milhões, que compuseram dois terços das companhias consultadas em todo o país. Metade dos entrevistados não conta com métodos de gestão de contratos. E também metade mantém algum tipo de terceirização sem documento de formalização.

Os contratos precisam ser bem detalhados. É comum que empresas sem departamento jurídico procurem modelos de documentos na internet, motivadas pela solução rápida e barata. Só que quase sempre é necessário ir além. Se uma condição negociada não estiver prevista nesse modelo, o contratante ficará descoberto.

Para Antonio Jacinto Caleiro Palma, professor de Direito Empresarial da FGV, a falta de especificidade pode funcionar como uma bomba-relógio. “Já vi casos de negócios comprometidos porque o contrato social não previa, por exemplo, a morte de um sócio. É uma situação de risco. Um herdeiro sem preparo pode assumir a direção ou ainda haver uma briga interna”, afirma.

Na hora de redigir o compromisso, erros de linguagem também podem comprometer o resultado. “Não é só o português. Muitas vezes a escrita é confusa e não reflete o que foi acordado entre as partes. O texto tem de ser claro e não dar margem a dúvidas ou interpretações”, explica Mayra Palópoli, sócia do escritório Palópoli e Associados.

O advogado José Dilecto, do escritório Crivelli & Associados, calcula que uma gestão eficiente de contratos possibilite uma economia de até 30% em custos de indenizações indevidas a trabalhadores terceirizados, calotes e falta de cumprimento de acordos, além de evitar multas, desgaste com clientes e fornecedores e eventuais despesas com processos longos. Confira a seguir se você prevê as cláusulas mais importantes para cada tipo de contrato.

FAÇA SEU CHECK-LIST  Uma lista para verificar se seus contratos estão em ordem

CONTRATO SOCIAL

> O objeto social abrange todas as atividades da empresa?
A cláusula deve prever em detalhes tudo o que o empreendimento vai fazer. Fique atento às especificações da legislação para cada área. Por exemplo, um negócio de saúde exige um profissional habilitado para funcionar. Se entre os sócios não houver nenhum, será preciso deixar claro que a responsabilidade ficará a cargo de um departamento técnico.

> O contrato leva em consideração o melhor regime tributário?
O objeto social define se o empreendimento pode ser enquadrado no Simples Nacional — um regime fiscal diferenciado para micro e pequenas empresas. Quem fica de fora está sujeito a um aumento de carga tributária de até 200%. Mas cuidado: não adianta pensar em tirar vantagem da legislação com atividades não condizentes às reais. Se a empresa não atuar conforme o contrato, além de ter de pagar a diferença não recolhida, as multas chegam a 150% desse valor.

> Os cargos dos sócios estão detalhados?
De acordo com o Sebrae, brigas entre sócios são responsáveis pelo fechamento de 9% dos empreendimentos no país. Para evitar conflitos, é preciso descrever o cargo que cada sócio atuante vai ocupar, além de determinar a hierarquia administrativa.

> As responsabilidades dos diretores fazem parte do contrato?
É importante relacionar funções específicas. Por exemplo, quais diretores podem assinar pagamentos. “A movimentação financeira deve estar atrelada à aprovação de mais de um sócio para assegurar a transparência”, diz Antonio Palma, professor da FGV. Ele também reforça a necessidade de se condicionar aumento de capital à aprovação de 100% dos sócios. “Caso contrário, a parte com mais dinheiro pode pulverizar a participação dos demais.”

> É prevista a saída de sócios?
Desistência ou morte de um sócio são situações que podem gerar disputas. Os riscos vão desde a entrada no negócio de um herdeiro despreparado e sem comprometimento às brigas pelo controle. O documento deve estabelecer as condições de transferência e compra das ações, com valores e prazos de pagamento.

CONTRATO DE LOCAÇÃO

> O prazo de ocupação é adequado?
É um erro adotar períodos de contratos residenciais, que, em geral, estendem-se por 40 meses (3 anos e meio) ou menos. Prazos curtos significam antecipar a renovação e suas consequências, como aumento dos valores e a possibilidade de despejo repentino. O padrão para contratos comerciais é de cinco anos.

> O acordo inclui cláusula de renovação compulsória?
O documento deve estabelecer a prorrogação em caso de vencimento e exigência de o locador negociar seis meses antes do fim do prazo se quiser retomar o imóvel. “Uma medida de proteção ao locatário é registrar o contrato em cartório de imóveis. Assim, em uma eventual venda do prédio, o comprador é obrigado a respeitar os termos do contrato”, afirma José Dilecto, do Cavalli e Associados.

> O documento prevê negociações sobre reformas e melhorias?
Se o locatário tiver de adaptar o imóvel para atender ao crescimento da demanda, terá de negociar com o proprietário. É melhor acertar os termos previamente, como compensações no aluguel ou divisão de despesas da obra.

CONTRATOS DE COMPRA OU DE CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS

> A empresa está protegida contra dívidas solidárias?
Um ex-funcionário de uma terceirizada pode processar tanto a antiga empresa quanto a contratante. “É comum a Justiça do Trabalho entender que existe esse vínculo”, alerta Antônio Palma, da FGV. O documento deve prever instrumentos de controle, como a apresentação mensal de documentos de recolhimento de impostos e obrigações trabalhistas pela contratada. O texto também pode prever que, em caso de ação trabalhista, a contratante possa bloquear no pagamento o valor proporcional do processo.

> As condições de pagamento estão estabelecidas em contrato?
O risco é enfrentar questionamento legal e até um calote. Uma proteção é atrelar o pagamento a eventos. Por exemplo, em caso de obras, o contrato pode definir que o desembolso vai ocorrer de acordo com as etapas da construção.

> O objeto de contratação está corretamente definido?
Um contrato vago nesse aspecto pode impedir uma eventual cobrança judicial. O documento deve explicar o que está sendo contratado, com todas as especificações técnicas.

> Há detalhamento sobre multas e compensações?
A cláusula de multa tem de detalhar todas as condições: valores, prazo, correção, índices de correção e incidência de juros por atraso.

> Há cláusula de uso de câmaras arbitrais para resolver conflitos?
A solução de litígios na Justiça comum é a maneira tradicional. No entanto, processos podem ser longos e custosos. “Uma ação pode demorar até seis ou sete anos”, diz a advogada Mayra Palópoli. Uma forma de resolução rápida é prever o uso de câmaras arbitrais, que são entidades privadas que levam no máximo seis meses para solucionar o litígio. A cláusula deve definir a instituição, o número de árbitros e até mesmo a formação de quem for julgar a questão.

CONTRATOS DE VENDA OU DE FORNECIMENTO DE SERVIÇOS

> O objeto de venda está corretamente definido?
Para evitar processos de clientes, o contrato precisa explicar o objeto da negociação, com todos os detalhes.

> Existem proteções contra inadimplência?
Além das multas e outras compensações, o texto pode prever garantias específicas para evitar perdas financeiras, como a exigência de fiança bancária ou de seguro contra o calote.

> O contrato contém uma cláusula de confidencialidade?
Sem proteção, a empresa corre o risco de seus dados sigilosos se tornarem públicos. Isso pode municiar os concorrentes e prejudicar negociações futuras. Em contratos comerciais, as partes com frequência divulgam informações estratégicas sobre o negócio. O comprador, por exemplo, pode requerer informações sobre saúde financeira e capacidade de produção.

Fonte:  PEGN/Por Sérgio Tauhata

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Tecnologia não substitui gente capacitada

Geralmente as empresas destinam entre 1% e 3% da receita anual para projetos de tecnologia. Não há dúvida de que à indústria de TI – e seus acelerados avanços – pode ser atribuída grande parte do sucesso e do crescimento da economia mundial. Mas há que se considerar que nenhuma tecnologia é boa o suficiente se atrás dela não houver pessoas capacitadas.
Nos últimos 50 anos o mundo desenvolvido se sentiu desafiado a ganhar mais e mais produtividade. Chega a ser impressionante a velocidade com que o progresso bate à nossa porta, muito em função da tecnologia da informação e comunicação. Estamos ganhando uma velocidade de transformação e de criação ímpares.
Mas, analisando o capital humano que lida com tamanha evolução, percebemos que urgem mudanças estruturais nas empresas. É preciso capacitar às equipes de trabalho de modo que as pessoas sejam estimuladas a desenvolver mais suas habilidades de conhecimento, análise, intuição e criatividade.
A tecnologia da informação por si só não faz milagres. É preciso ensinar as pessoas a extraírem o melhor do contexto em que estão inseridas. Vejamos: determinada empresa investe na infraestrutura de rede, contando com uma estação de trabalho para cada vendedor/atendente. Investe, também, em aplicativos que permitem elaborar e transmitir orçamentos aos clientes em curto espaço de tempo. Entretanto, ao não capacitar sua mão de obra apropriadamente, se arrisca a perder aquele cliente que faz contato por telefone – na esperança de que um profissional especializado compreenda suas necessidades e possa contribuir para a realização de uma compra acertada.
Enquanto o colaborador se preocupa com a 'formalização', o cliente se frustra porque não conseguiu obter 'informação'. No âmbito das pequenas e médias empresas, esse tipo de relacionamento mal resolvido é muito comum, gerando insatisfação. O cliente se queixa do vendedor que, por sua vez, se queixa do sistema que trouxe consigo mudanças no atendimento. Imagine o quanto seria melhor se o vendedor/consultor pudesse destinar cinco minutos daquele dia para ouvir o cliente, compreender como poderia atender àquele pedido de modo que resultasse numa equação 'ganha-ganha', em que todos saem satisfeitos.
Numa outra situação, uma fila de pacientes aguarda – com cara amarrada – a volta do sistema, que 'saiu do ar'. De repente, os mesmos atendentes que até bem pouco tempo colhiam dados do paciente, transcrevendo tudo para o papel e repassando depois para os médicos e para a administração, sentem-se incapazes de resolver qualquer coisa que dependa do acesso ao computador. Não fazem isso por vontade própria, é claro. Mas porque faltou à direção da empresa capacitá-los para que desenvolvessem o senso de oportunidade e improviso. Preferem, também nessa situação, arriscar o relacionamento com o cliente.
Não se pode duvidar que a tecnologia nos dotou de velocidade suficiente para atender às demandas da nova economia. Mas é preciso aguçar o senso crítico e perceber que a tecnologia, por mais avançada que seja, ainda não substitui a tomada de decisão dos seres pensantes que fazem uso dela. O sucesso não vem fácil, mas chegará mais rapidamente se os empreendedores privilegiarem seus colaboradores e incentivarem o desenvolvimento de suas habilidades cognitivas e comportamentais.

Fonte: Portal Administradores.com por Adriano Filadoro

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Bata sua meta em 2011

Planejamento correto e objetividade são fundamentais para quem quer terminar o ano com todos os projetos concluídos
 “Para ganhar um Ano Novo/ que mereça este nome,/ você, meu caro, tem de merecê-lo”, diz a receita do poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade. Muitas das metas de 2010 podem ter ficado na gaveta ou simplesmente terem sido abandonadas conforme a correria engoliu a disposição em cumprir objetivos. Que tal sacudir a poeira, se preparar para traçar corretamente suas resoluções e começar 2011 pronto para atingir todos os seus objetivos?
Agora vai: com planejamento e alegria, dá para cumprir suas resoluções em 2011
Os especialistas recomendam começar avaliando as metas que foram atingidas total ou parcialmente no ano que passou. “As coisas que a gente cumpriu têm que ser comemoradas, inclusive as pequenas”, diz Rebeca Fischer, psicóloga da Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística (SBPNL) “Ao se referir ao que não foi realizado, é preciso incluir o ‘ainda’, para lembrar que se trata de um processo em andamento”, reforça.
Fazendo a lista
Christian Barbosa, especialista em administração do tempo e produtividade, afirma que as metas têm que ser objetivas e mensuráveis. “A gente é perito em fazer metas que não vão dar retorno algum.” Em outras palavras, não adianta desejar “emagrecer” ou “aprender um idioma” se você não tem um ponto de partida e um de chegada. “Quero um apartamento, mas qual? De que tamanho, que preço, em que bairro? Quanto mais detalhes, melhor”, garante Barbosa. São eles que ajudam a definir a melhor estratégia.
Hora de planejar
A função do planejamento é avaliar quanto tempo, energia e dinheiro são necessários em cada objetivo. “Você pode ter qualquer coisa, mas não tudo ao mesmo tempo”, alerta Villela da Matta, presidente da Sociedade Brasileira de Coaching. “Temos a tendência de superestimar o que podemos conquistar em um ano e subestimar o que podemos conquistar em cinco”. É importante ter também metas de médio e longo prazo, e desdobrar cada objetivo em etapas e tarefas. “Sonhar pequeno e grande dá o mesmo trabalho. O objetivo pode ser ganhar um milhão de reais, desde que o plano de ação contemple os passos necessários, com o pé no chão”, diz Barbosa.
Os especialistas orientam refletir sobre quais são suas verdadeiras motivações. “É importante saber por que você quer aquilo”, diz Matta. Ele dá o exemplo de duas pessoas que queiram emagrecer: uma para se sentir melhor no vestido de casamento e outra porque quer mais saúde. “Ambas podem atingir o objetivo por estratégias totalmente diferentes”, explica. Sem esse passo, o esforço pode ser vazio e não trazer a felicidade desejada. Para Rebeca, da SBNL, é preciso avaliar se o que a pessoa vai ganhar é maior do que o investimento. “Se não for, é difícil mudar de comportamento”, diz a psicóloga.
Avaliações parciais
Passam os primeiros meses do ano e aparecem as dificuldades. A perda de peso fica mais lenta, a disciplina de juntar dinheiro é ameaçada pela vontade de fazer uma viagem bacana nas férias, acordar cedo para ir a academia fica cada vez mais difícil... Como não desistir? “As pessoas acabam entrando num círculo vicioso de rotina, e esquecem o que deve ser feito para atingir seus objetivos”, diz Matta.
O coach afirma que o principal obstáculo são pensamentos limitantes, que detonam a motivação. “Os mais comuns são ‘sou muito velho’, ‘sou muito novo’, ‘não ganho dinheiro suficiente’ e ‘não tenho conhecimento suficiente’. É a principal forma de autossabotagem das pessoas”, diz o coach. Outras dicas para fortalecer o processo é colocá-las no papel. “É o primeiro passo de transformar o sonho em realidade”, afirma.
Matta recomenda compartilhar os objetivos com outras pessoas, gerando comprometimento e recebendo contribuições. Christian Barbosa acredita que, se a pessoa se sente confortável, vale tudo: dividir as dificuldades com amigos e família, fazer diários e planilhas, buscar um coach para “pegar no pé”, ou até terapia.
A Programação Neurolinguística tem técnicas que prometem facilitar o caminho das pedras. “O cérebro precisa de um ‘endereço’ para focar na meta e funciona melhor se for estimulado mostrando o objetivo já atingido. Se a pessoa quer emagrecer, precisa se ver com 5 quilos a menos, seja por fotos ou imaginando”, diz Rebeca, da SBPNL. Ações focadas são importantes também, segundo a psicóloga. Se a ideia é vencer o medo de dirigir, por exemplo, a pessoa deve montar um plano de ação, seja procurar um terapeuta, um grupo de pessoas com a mesma dificuldade ou um curso específico para isso.
É importante acompanhar os resultados em etapas também. “Se a meta é de um ano, avalie o que já conseguiu de três em três meses”, diz Rebeca. “Quando as coisas não dão certo, é uma chance de mudar de estratégia.”
Cumpra com alegria
Para que o processo não se torne uma tortura, Melissa Setubal, coach de saúde integrativa, defende que as estratégias privilegiem o prazer. “Dieta é um dos primeiros itens que as pessoas colocam na lista, que implica em restrições muito grandes e reprime qualquer forma de prazer. E, sem prazer, não dá para continuar por muito tempo”, afirma. Para Melissa, todo abuso que uma pessoa comete esconde uma carência, seja afetiva, ou de prazer e bem estar. Estar atento às necessidades físicas e emocionais e supri-las conscientemente evita que a pessoa “desconte” na forma de abuso em comida – ou compras, vendo televisão, ou qualquer outro ladrão de tempo e energia.
Ela indica a técnica dos “5 minutos” para começar a fazer mudanças graduais e progressivas. “Racionalmente, qual é o tempo que eu tenho disponível para por nisso? Cinco minutos? 20 minutos? Então vou usá-los na minha meta”. Para evitar desistências, ela usa a estratégia de dieta de focar em uma alimentação mais regrada 90% das refeições. “Nos outros 10% do tempo a gente se diverte. Sempre que a gente restringe, mexe no mecanismo do prazer e isso traz dor e sofrimento para a pessoa”, diz. Sonhos na cabeça, mãos à obra.
Fonte:   Portal IG /Verônica Mambrini

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Marca: para que serve esse tal “Branding”? Você saberia responder se as marcas das empresas têm valor?

Caso você duvide que essa resposta seja sim, fique sabendo que somente a marca Coca-Cola vale o equivalente a US$ 70,4 bilhões. A IBM, por exemplo, US$ 64,7 bilhões e a Microsoft US$ 60,8 bilhões. Esses valores compõem o estudo "As 100 Marcas Mais Valiosas do Mundo", feito pelo respeitado ranking da Interbrand, uma das principais consultorias internacionais de avaliação de marcas.
Hoje muitas organizações passaram a valorizar ainda mais os bens intangíveis da marca, que, por sua vez, passaram a ser somados ao calcular o valor da empresa. As empresas que estão investindo cada vez mais no fortalecimento de suas marcas, estão conquistando um retorno positivo e fortalecendo seus negócios. Pensando nisso, o branding, como é chamado o conjunto de práticas e técnicas que visam a construção e o fortalecimento de uma marca, está cada vez mais em alta.
No mundo dos negócios, seja entre o empresário de pequeno, médio ou grande porte, em qualquer nicho de atuação, investir no posicionamento e diferencial, assim como no visual e alinhamento da marca vem a cada dia ganhando mais espaço.
Antes pouco valorizados pelas pequenas e médias empresas, a identidade da marca e, consequentemente, a mensagem que quer transmitir dos seus produtos e serviços pode ser um diferencial na hora de fechar negócio. Porém, no que, afinal, contribuirá o branding para uma empresa?
De acordo com Helio Moreira, diretor da NewGrowing Design & Branding, agência especializada em design de marcas e identidade visual, "nos últimos anos a evolução das marcas mudou o comportamento de gestão de algumas companhias. Partindo da promessa à entrega, de dentro para fora, da teoria para a prática. Sendo assim, está cada vez mais claro que a marca deve ser melhor gerenciada e tratada como um ativo estratégico e com uma gestão específica. Não mais apenas como uma simples 'logomarca' jogada no mercado".
"Neste momento precisamos parar e repensar nossas atitudes. Dando mais atenção para esse bem tão precioso que ao longo do tempo queremos construir e conquistar. Por isso, é importante avaliar para qual caminho deseja seguir. Seja contratando um profissional (gestor de marcas) com conhecimento e uma metodologia eficiente, para orientá-lo, ou, então, arriscar-se sozinho, traçando uma direção", completa o especialista em gestão de marca.
Propondo um exercício de auto-análise e fazendo algumas perguntas importantes em busca dessas respostas é possível chegarmos a um resultado satisfatório. Comece pela essência e pelos principais atributos, em seguida, pontue em uma só palavra o diferencial da empresa. Será difícil, mas procure se concentrar e não minta para si mesmo. Seja franco, direto e procure não cometer excessos de atributos. Ou seja, simplifique.
"Sem clareza na informação no que deseja transmitir ficará difícil passar aos colaboradores, clientes e parceiros aonde quer chegar. É preciso ser claro porque eles vão carregar esta mensagem e ajudá-lo a construir sua própria marca", conclui Moreira.
A estratégia da empresa necessita estar alinhada à proposta de valor e a visão de futuro. É preciso criar referências para as pessoas, utilizando uma linguagem comum e fácil de compreender. Se conseguir organizar parte dessas informações e priorizar as diretrizes estratégicas, ao menos, a direção estará certa.

Fonte: Portal Administradores.com